Placa onboard é melhor que dedicada, como assim Ubuntu?
É como dizem, informática não é um ciência exata. Enquanto na matemática 2 + 2 sempre serão 5, na informática as coisas podem ser varias coisas ao mesmo tempo, ou não serem nenhuma, vide a divisão por zero. Enquanto pesquisadores ficam com essa balela de “finalmente criar um equipamento quântico”, quem mexe com computadores sabe que os gatinhos do Shirô, apelido carinhoso de Shirodinner, já estão na informática desde que cartão perfurado era tecnologia de ponta.
Vide o ubuntu. Uso a distribuição desde a versão 6.06, primeiro no desktop de casa, um P4 1.8GHz com placa de vídeo nVidia (modelo pendente) 64MB, e depois no meu notebook, um Sempron 1.6GHz placa mãe/vídeo ATI Radeon Xpress 1150 128MB, em ambos desde que a opção “Efeitos Visuais” surgiu no Ubuntu, nenhum deles aceitou outra opção além da “Nenhum”, ou seja, em ambos os pcs com placas de vídeo das marcas líderes reais, a nVidia é XFX e a do note é… bem, a que a Dell usa.
Por medo de me logar em minhas contas do google em um Pc que entrou em contado com vírus, coloquei o LiveCd do Ubuntu atual somente para verificar email e coisas do gênero, e não é que o maldito carregou automaticamente efeitos visuais, com direito a transparencia e aquele blur engraçado que o Vista possui, em um pc que nem possui placa de vídeo de verdade!
Desde o início (6.06), fui informado que eu teria que instalar alguns pacotes “especiais” para poder usar as frescuras visuais, e eu não via problema nisso, durante umas das meia dúzia de instalações que fiz do Ubuntu, eu até cheguei a configurar tudo. Na versão 7.10, se não me engano, o menu para alterar o wallpaper mudou e algumas novas funções foram anexadas, inclusive um erro, a ele, como aquilo nunca funcionou nos meus PCs, sempre achei que isso era normal, até descobrir que PCs mais vagabundos fazem por padrão, e no LiveCD, o os que eu uso NÃO fazem.
Basicamente, eu terei que instalar um driver proprietário (malvado, comedor de criancinhas, mas não é o Michael Jackson) para a placa de vídeo funcionar corretamente, porque o driver padrão feito pela “comunidade” e instalado como padrão do sistema é um lixo, ou seja, trabalho demais para um LiveCd. Mas não acabou ainda, diferente das versões anteriores do Ubunto, em que ele sempre avisava que eu podia baixar um driver malvado, e dava um botão para fazer isso automaticamente, agora ele não faz mais. Primeiro eles mataram o Gray, agora isso. Assim não pode, assim não dá! Isso deve ser tudo uma conspiração da M$ para eu não abandonar o Windows, só pode!
E disse Cobalto: “Levanta-te e Roda!”
No segundo semestre do ano passado um de meus primos ganhou um computador novo (AMD X2, maldito!) de seus pais e eles iriam se desfazer de seu computador antigo, um IBM Personal Computer 300GL, que já apresentava defeitos desde o começo do ano e estava inutilizável. A título de curiosidade o IBM PC foi presente de seu padrinho que na época trabalhava em uma multi-nacional que de tempos em tempos substituía todos os seus PCs e vendia a preços mínimos os antigos.
Para salvar a vida daquele exemplar de tecnologia ultrapassada me propus a ficar com ele, transformando-o numa maquina de testes e diversões “nérdicas”, se é que me entendem. O Pc era um Pentium 3 486MHz, 128MB de Ram, HD de 6GB e só deus sabe o resto da configuração e os problemas eram muitos; Ele estava rodando o Windows XP instalado como upgrade sobre o Windows 98SE, e de cinco em cinco minutos dava tela Azul, às vezes menos. E claro, o Drive de CD não funcionava, ou melhor, na época funcionava quando queria.
Durante algum tempo tentei trazê-lo de volta a vida usando CDs. Era um dia para conseguir 1/2 carregamento do Ubuntu ou Damn Small Linux até o carregamento do Kernel, onde sempre travava. Depois de tantas tentativas o Drive de CD resolveu não funcionar de vez. Tentei algumas distros linux via disquete, mas um SO somente modo texto e com menos programas que meu Linux de DS não rola. Cheguei até a baixar o Windows 95 em 14 disquetes mas acho que sou incompatível com seu programa de instalação.
Como não possuia nenhuma necessidade de recuperar o PC não me dispus a abrir o Desktop de casa e pegar o drive de CD imprestado (talvez ficasse fácil demais) que provavelmente Murphy faria não funcionar mais, mas essa semana recebi a oferta de um drive emprestado sem nenhum interesse, então não pude recusar. Depois de uma limpeza básica e 15 minutos tentando remover o cabo de força do drive, que eu já estava começando a acreditar que havia nascido ali, estava tudo pronto para receber o novo drive e 45 minutos depois ele já rodava “Windows Server 2003 Web Edition” consumindo 90MB de memória e rodando totalmente redondo.
Aí você pergunta: “Mas pombas! Já tacou windows pirata! Porque não colocou o Linux que além de não ser pirateado ainda por cima é livre? (e bem mais leve gastando só 10MB em modo texto)”. Eu até tentei, mas os únicos linux que possuo atualmente são o Ubuntu (6.06, 6.10, 7.04, 7.10) e o Kubunto (6.06), e nenhum deles é capaz de se instalar via liveCD em um PC com apenas 128MB. E como infelizmente eu não possuo banda-larga em casa para o download da versão com instalação em modo texto e o Drive de CD deve obrigatóriamente ser entregue de volta segunda, não tive outra opção a não ser usar o Windows Server 2003 que estava “dando sopa” e eu ainda não havia tido chance de testá-lo a não ser em máquina virtual.
Em breve algumas fotos da operação que me rendeu em um PC novo e 2 horas de diversão.



