Por dez reais eu assumo que sou um vendido!
Já diz aquela propaganda de cartão de crédito:
“Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existes uma mini geladeira USB verde.”
Nota rápida para não dizerem que eu não dei palpite na guerra nuclear criada na internet por causa de uma afirmação irrelevante de um SITE irrelevante que tem como logo uma gif de um ônibus azul bem mais feia que muita gif piscante exibida em blogs de miguxos.
A propósito, continuo aceitando ofertas para escrever artigos “publieditoriais”, o nome que estão dando ao post vendido pago, e fazendo resenhas de produtos, uma vez enviados para mim sem segundas intenções.
Notebook e Transporte público, a Missão.
Quem mora no Rio de Janeiro, e atualmente em qualquer cidade com mais de 2k habitantes, sabe como é complicado andar de ônibus. Até mesmo a linha mais segura pode virar alvo de um assaltante sem necessidade nenhuma de explicação. Eu nunca fui assaltado em toda minha existência, não sei se por sorte, ou por geralmente aparentar ser o passageiro mais monetariamente ferrado, mas já presenciei dois. No primeiro caso eu estava voltando do colégio, coloque aí uns 2 anos atrás ou mais, quando o ônibus parou em um ponto e o assaltante puxou a mochila de um outro estudante que estava mais a frente do ônibus e saiu correndo. Ele não contava que um outro passageiro anônimo iria correr atrás dele (e quase serem atropelados por um outro ônibus) e recuperar a mochila.
No outro, que foi na mesma linha porém no sentido contrário, o ônibus trafegava quase vazio e eu estava sentado na janela com minha mochila “largada” no banco do corredor, eu praticamente podia ver o outdoor com uma seta vermelha apontando para ela com os dizeres “ROUBE!”. Foi quando uma mulher entrou no ônibus e se sentou no banco em frente ao trocador, de repente um sujeito vindo de trás do ônibus sentou ao seu lado, começou a falar com ela e saiu no primeiro ponto adiante. Assim que ele desceu, ela avisou que acabava de ser assaltada. Quase todos os 7 passageiros (ignorando a assaltada) olharam para trás do ônibus e viram o safado correndo, exceto um que ficou perguntando TUDO que havia sido roubado. Mas tarde vim saber que esta técnica, um comparsa disfarçado de passageiro para distrair a atenção, é muito usada. E as perguntas são para ele saber o que o “outro” vai ter que dividir com ele.
O mais interessante é que dentro da minha mochila havia minha câmera digital da SONY com menos de um mês de vida, e na época valia uma pequena fortuninha. Acredito eu, que só não fui o alvo do assaltante graças ao modo com que minha mochila estava largadamente largada, pois eu era uma preza muito fácil.
Graças a esses dois “causos”, eu ter sido obrigado pela situação a levar meu Notebook ao curso de Inglês usando a mesma linha tanto na ida quanto na volta me deu um friozinho na barriga. A ida foi relativamente calma, afinal de contas, acredito que às 6h da manhã de um sábado qualquer assaltante está dormindo para recompor as energias para a próxima noite, mas a volta foi emocionante. O ônibus estava também quase vazio, agora percebo que a mochila chama MUITA atenção e meu olhar crítico de quem possui quase 2k Reais nas costas dizia que os dois passageiros perto da porta de saída eram meliantes em potencial. Por sorte, se eram, estavam em seu dia de folga. Cheguei em casa com meu Notebook em segurança, apesar dos meus vizinhos também me preocuparem (mais isso é outra história), e com o orgulho vazando pelo assaltante, digo, ladrão, por ter feito o que fiz sem maiores problemas.


















