O Rei e o Monstro, porque tantas pessoas se comoveram com a morte de Michael Jackson
Era uma tarde como qualquer outra, eu estava alternando entre trabalho e twitter quando uma nova trending topic surgiu sem cerimônia. Em seguida outra. E outra. O que as diferenciavam de TTs (a abreviação de trending topics, ok?) comuns era o fato de que todas faziam referencia a uma única pessoa, e para isso acontecer algo estava muito errado, de fato, Michael Jackson estava morto.
Não precisou de confirmação dos noticiários, um simples post em um blog de fofoca foi mais do que o suficiente, o mundo já sabia em primeira mão que o Rei do Pop estava morto, mas por que surgia em mim uma sensação tão estranha com a notícia? E mais, por que tanta gente se importava com isso se todos, comigo incluso, o sacaneávamos fosse por seu visual, seu estranho caso com crianças, ou por sua mudança de cor (entre outros)?

De lá pra cá tenho certeza que você já ouviu mais músicas dele do que em toda sua vida, os vendedores de CD/DVD pirata exibem suas músicas e clipes nas ruas, as rádios tocam suas músicas, as emissoras de TV exibem seus clipes, o SBT reprisou seu filme como a séculos não fazia, me surpreende não terem criado o “Michael Roll”. Nesse ultimo mês sempre que era obrigado a ouvir suas músicas, eu dediquei um pouco de meu tempo para pensar no motivo real de tamanha comoção vinda de pessoas que antes o criticavam, porque eu sabia que diferente do que seus fãs alegavam, não era possível que tantas pessoas estivessem sendo hipócritas ao mesmo tempo.
No fim, descobri algo que agora me parece bem óbvio, Michael Jackson não era uma única pessoa. Calma, eu explico. Não falo de dupla personalidade ou qualquer outra coisa fantástica, falo do subconsciente de cada ser humano que não tenha morado em uma caverna desde seu nascimento. Até hoje co-existiram equilibradamente dois Michael Jackson.
O primeiro, surgido ainda criança, e negro, cantando com seus outros quatro irmãos em uma banda, seguiu carreira solo, encantou o mundo com seus passos de dança, botou pelo menos uma música de cada álbum no topo das paradas de sucesso pelo mundo, mas a muito tempo não aparecia, estava sumido da mídia a décadas, mas é e sempre será um ícone da música pop enquanto a musica existir.
O segundo, homem branco, de hábitos suspeitos, extravagantemente discreto, obsessivo compulsivo, apareceu pela primeira vez na década de dois mil, pai de crianças com as mais variadas mães, e, assim como o atual presidente do senado Brasileiro, queria que todos acreditassem em suas desculpas esfarrapadas para explicar seus casos com menores de idade.
E eis, que em um dia normal, ambos morrem e são postos no mesmo caixão. Acreditem, não é hipocrisia, é muito mais complexo. Se tal homem branco morresse sozinho, o mundo seria um lugar melhor e ponto. Se Michael Jackson tivesse morrido sozinho, as pessoas teriam reagido exatamente igual reagiram, porém sem a estranha sensação de estarem fazendo algo errado.
Nenhum dos supostos hipócritas está culpando ninguém, nem mesmo o pai de MJ, que deve ter sua parte de culpa no que aconteceu maior que a dos demais. Se eles, os hipócritas, possuem alguma culpa, é a de serem sinceros. Ídolos, independente do nível de idolatria e do motivo da mesma, são seres estranhos que conseguem nossa admiração de forma unilateral. Hipocrisia é dizer que não sabe disso.
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Este texto foi escrito ao som de The King of Pop – Michael Jackson, baixado legalmente de um site que o ofereceu sem custos em homenagem a sua morte.
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Espero dar vida novamente ao blog, então deixo vocês com uma citação do sábio Barney, segurança da BMRF, “Long time no see you, Dr. Freeman.”
Meu Primeiro CD!!!11eleven
No artigo em que comemoro a vitória (óbvia) do meu lindo, maravilhoso, querido e soberbo time Tricolor contra o Boca-Juniores na libertadores, uma pequena discussão foi criada nos comentários motivada pela dificuldade de alguns <Sárcasmo>torcedores de um timinho que não chegarou até a final da Libertadores</Sárcasmo> de separarem joio do trigo, muito menos entenderem que favelado é um estado de espírito e não uma condição geográfica.
Artigo vai, comentário mal educado vem, uma botafoguense entendeu o que eu quis dizer (e provou que daqui a pouco os flamenguistas irão processar quem os chamá-los assim) e deu uma força na situação. Eu, como blogueiro educado pra CARAL&%, fui dar uma visitada em seu blog e achei esse joguinho (“MEME” já deu no saco) interessante que vou repassar e que aparentemente entrou na “blogosfera” (outro termo que já deu) por aqui.
A brincadeira é a seguinte: Criar uma banda e seu primeiro álbum de forma totalmente aleatória, incluindo a capa do álbum. Na verdade a única função da pessoa é pegar os resultados e juntá-los, já que eles não fazem isso sozinhos ;D
As informações são adquiridas da seguinte forma:
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O título desse verbete aleatório da Wikipedia será o nome da sua banda.
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As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações formarão o nome do seu disco.
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A terceira foto dessa página do Flickr será a capa do seu disco.
Feito isso, basta juntar tudo da forma mais visualmente agradável possível e publicar onde quer que seja, pode ser até em uma tatuagem, mas não acho que isso seja muito inteligente ;D
E o meu lançamento foi… tchân nân nân nân…
Apresento-lhes a minha nova banda a “Main Force Assault” que está lançando o seu primeiro álbum entitulado “Mine and Only Mine” e já possui 4 hits nas paradas de sucesso de toda a Sérvia Ocidental. Com uma mistura de Musica Celta e Metal com um pouco de POP ocidental, Main Force Assault, apesar de não estar na bíblia, já arrebatou milhares de seguidores por todo o planeta nas suas longas 6 horas de existência, e a legião (a referência biblica acabou em “seguidores”) de fans continua crescendo a cada segundo!
Eu já mencionei que o álbum está disponível para download via Torrent? ;D




