Existem forças que o dinheiro não paga, para a PM existem R$30,00.

June 16, 2008 · Filed Under Mundo Real, Razão Social · 3 Comments 

Minha relação com as autoridades sempre foi um amor platônico de minha parte. Desde o colégio, eu sempre fui aquele moleque que os “espertos” não gostavam porque eu sempre torcia para eles se ferrarem bonito, mas infelizmente estamos no Brasil, e eles sempre se deram bem. Só vim me tornar um contraventor estudantil no fim do meu ensino médio, mas isso é passado, já fui convertido e agora prego a palavra de Deus nos colégios onde passo com minhas missões *cof cof*.

Não vou entrar no mérito do caso dos três “cidadãos de bem” (assim mesmo, entre aspas, porque sempre quem morre é “cidadão de bem” mesmo não sendo) agora porque irei escrever um outro artigo somente sobre o caso, mas veja bem, quem “viu”, quem “tem provas” de que foram os soldados que entregaram os rapazes aos bandidos da facção rival ao morro onde eles moravam, foram policiais militares. Todo o resto ainda está acontecendo.

Mas para reforçar a tese que irei expor vivi na pele, no mesmo dia da manifestação no centro da cidade, a prova irrefutável do que penso, e mais uma vez provei para mim que eu estou certo, o que me mantém invicto e sem empates na batalha entre “Cobalto x Realidade“.

A polícia carioca sempre muito prestativa.Voltando para casa com meu pai, fomos parados em frente a sede da REDE RECORD DE TELEVISÃO no Rio de Janeiro, que se não me engano fica em Benfica, por dois policiais que faziam uma “blitz” sem nenhum tipo de identificação mas com um fuzil bem vistoso nos braços de um dos fardados.

O “policial” pediu os documentos, olhou por alguns segundos e pediu para “ter uma conversinha” do lado de fora do carro. Após alguns minutos dizendo coisas sem nexo, apresentando os documentos ao outro guarda e verificando papeis impressos de fonte desconhecida, ele disse que o carro estava em situação irregular e que podia mandar apreender o veículo. Entretanto esse incomodo poderia ser evitado caso fosse paga quantia módica de R$30,00 (TRINTA REAIS), devidamente entregues escondidos entre os documentos. Após o pagamento do chantagem, acharco, ou como você quiser chamar, fomos liberados e neste momento um outro carro já era “revistado”.

Eu até cogitei a possibilidade de que um bonde de bandidos passasse por lá e os executasse sem nenhuma possibilidade de defesa, mas sei que isso seria uma utopia, já que bandidos não seriam burros ao ponto de se enfrentarem sem necessidade e que isso geraria um enorme alvoroço dos Direitos Humanos, que todos sabemos, só defende bandidos. Os policiais que deveriam nos proteger, haviam nos ROUBADO trinta reais.

Notebook e Transporte público, a Missão.

May 3, 2008 · Filed Under Mundo Real · 3 Comments 

Quem mora no Rio de Janeiro, e atualmente em qualquer cidade com mais de 2k habitantes, sabe como é complicado andar de ônibus. Até mesmo a linha mais segura pode virar alvo de um assaltante sem necessidade nenhuma de explicação. Eu nunca fui assaltado em toda minha existência, não sei se por sorte, ou por geralmente aparentar ser o passageiro mais monetariamente ferrado, mas já presenciei dois. No primeiro caso eu estava voltando do colégio, coloque aí uns 2 anos atrás ou mais, quando o ônibus parou em um ponto e o assaltante puxou a mochila de um outro estudante que estava mais a frente do ônibus e saiu correndo. Ele não contava que um outro passageiro anônimo iria correr atrás dele (e quase serem atropelados por um outro ônibus) e recuperar a mochila.

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No outro, que foi na mesma linha porém no sentido contrário, o ônibus trafegava quase vazio e eu estava sentado na janela com minha mochila “largada” no banco do corredor, eu praticamente podia ver o outdoor com uma seta vermelha apontando para ela com os dizeres “ROUBE!”. Foi quando uma mulher entrou no ônibus e se sentou no banco em frente ao trocador, de repente um sujeito vindo de trás do ônibus sentou ao seu lado, começou a falar com ela e saiu no primeiro ponto adiante. Assim que ele desceu, ela avisou que acabava de ser assaltada. Quase todos os 7 passageiros (ignorando a assaltada) olharam para trás do ônibus e viram o safado correndo, exceto um que ficou perguntando TUDO que havia sido roubado. Mas tarde vim saber que esta técnica, um comparsa disfarçado de passageiro para distrair a atenção, é muito usada. E as perguntas são para ele saber o que o “outro” vai ter que dividir com ele.

O mais interessante é que dentro da minha mochila havia minha câmera digital da SONY com menos de um mês de vida, e na época valia uma pequena fortuninha. Acredito eu, que só não fui o alvo do assaltante graças ao modo com que minha mochila estava largadamente largada, pois eu era uma preza muito fácil.

Graças a esses dois “causos”, eu ter sido obrigado pela situação a levar meu Notebook ao curso de Inglês usando a mesma linha tanto na ida quanto na volta me deu um friozinho na barriga. A ida foi relativamente calma, afinal de contas, acredito que às 6h da manhã de um sábado qualquer assaltante está dormindo para recompor as energias para a próxima noite, mas a volta foi emocionante. O ônibus estava também quase vazio, agora percebo que a mochila chama MUITA atenção e meu olhar crítico de quem possui quase 2k Reais nas costas dizia que os dois passageiros perto da porta de saída eram meliantes em potencial. Por sorte, se eram, estavam em seu dia de folga. Cheguei em casa com meu Notebook em segurança, apesar dos meus vizinhos também me preocuparem (mais isso é outra história), e com o orgulho vazando pelo assaltante, digo, ladrão, por ter feito o que fiz sem maiores problemas.