Na minha infância o natal era coisa séria, talvez por isso eu leve o negócio tão a sério, de achar que o espírito do natal deveria contagiar a todos, que todas as casas deveriam ser decoradas entre outros clichês bem filmes americanos de “sessão da tarde” mas cada ano que passa as pessoas se superam.

Já não bastasse eu estar cercado por todos os lados de pessoas que escutam funk e sambas enredo de 2008 durante o natal, e provavelmente vou ouvir no ano novo também, agora a família resolveu que tradição são feitas para não serem seguidas e os errados são os que seguem. Não lembro de onde eu conheço esse raciocínio…

Antes de jogar os fatos uma pequena explicação da situação; Desde que meu avô morreu, a família (entenda família = família da minha avó, eu nunca soube classificar família) só se reúne no natal e Ano Novo graças a briguinhas familiares, irmãs que preferem a ex-CUNHADA ao irmão, entre outros. Este ano resolveram que a ceia seria às 9:30h e 10h da noite os presentes já estavam sendo entregues. Não preciso dizer que o foi a coisa mais entediante do ano. As 11h eu já estava em casa, mas a festa continuou, sem mim.

No fim das contas eu passei a ultima hora antes do natal em casa, sozinho, ouvindo Antena 1 FM, que estava com uma playlist feita especialmente para ajudar a aumentar a taxa de suicídios natalinos. Cogito até que o nome da playlist seja “DeathXmas”. As musicas eram até boas, vários sucessos antigos, mas eu nunca tinha visto tanta musica “deprê” junta, acho até que nem a contra-capa de um CD do Simple Plan seja tão “down” quanto aquelas musicas.

E finalmente passei o natal sem ao menos perceber, enquanto assistia a um documentário muito bom no canal Futura sobre a vida e obra de Charles Chaplin, não sei vocês, mas essa não minha definição de natal e nem o que eu esperava no artigo anterior.