Um dos corredores da Veiga de Almeida (UVA) é na verdade uma imensa varanda nas costas do prédio da unidade Tijuca, que provavelmente foi um convento ou algo do tipo, esse corredor é a unica forma de se ter contato com outras três salas de aula. Para se chegar a ela deve-se passar por um corredor ainda menor de aproximadamente um um metro de largura por uns cinco de extensão.

Pois bem, a entrada desse corredor, no sentido da varanda, possui dois degraus e a saída, já na varanda, possui somente um pequeno desnível de 5cm no máximo. Ainda sobre a varanda, ela fica no 3º andar do prédio em uma posição estratégica que se tem vista para um dos corredores mais movimentados no térreo.

Era lá que eu estava “camperando” sozinho, inocente, distraído, e contando “pessoinhas” (carneiros são para fracos) à espreita de que uma determinada pessoa passasse pelo corredor, quando avisto uma branquinha (tinha que ser) ameaçando sair pelo corredor (à uns 5 passos de distância de mim), olhei de relance e voltei a vigiar o corredor, quando ouço um barulho anormal e olho novamente para a garota, lá estava ela pisando torto no desnível do corredor, ameaçando cair, se recompondo e logo em seguida caindo de lado, se arrastando na parede e caindo de joelho no chão, só não sendo pior porque desistiu de protejer sua bolsa e apoiou os braços no chão.

Imagem Ilustrativa

O idiota aqui (e lerdo do título), ao invés de ir correndo ajudá-la, ficou parado olhando com cara de “MEU DEUS, Ela conseguiu mesmo fazer isso?!?!” e quando ela já estava quase de pé consegui me superar com a pergunta “Machucou?”, provavelmente eu esperava algo como “Não, imagina! Eu faço isso porque gosto, é quase um hobby, sabe?”, mas ao invés disso recebi um envergonhado “Não, obrigada!”. Graças a minha educação de Lord inglês eu quase não ri da pobre coitada, e ainda a lembrei do degrau quando ela estava voltando para o corredor.

Assim que ela saiu eu imediatamente peguei uma folha do fichário e comecei a rabiscar o que viria a se tornar esse texto, o que permitiu que a pessoa procurada fizesse até um Live Earth no corredor que eu não perceberia.

P.s. O fato dela ser branquinha e “meiguinha” (talvez pelo enorme tombo que levou) não influenciou de modo algum esse artigo.