Essa semana que passou (24/11, sexta, para ser mais exato) me deparei com uma cena incomum e, até certo ponto, estranha, estava saindo do PC (NFS Underground2 vicia, lembre-se bem disso) indo feliz, alegre, contente, com vontade de cantar uma bela canção até a sala quando eis que meu pai, saindo de seu quarto, comenta com voz elevada para minha mãe que lia o jornal; “Hoje tem antônia, hoje vai ser bom”, ele segue para a cozinha fazer algo, que acredito eu, não possuia ligação com aviação, e minha mãe continuava imóvel lendo o jornal.

Mas a questão é: Por que assistir a hitória de moradoras de favela na televisão é tão especial? Não seria mais fácil sair até a rua para ver ao vivo? Não que eu more no meio de uma favela, porque apesar de ser semi-verdade não vem ao caso, mas sim que o estado do Rio de Janeiro virou uma favela enorme, de qualquer lugar que você vá se consegue avistar uma favela. Morar na zona sul só é sinal de “Status” para os conservadores ufanistas e alienados que ainda vivem no “Rio Antigo” da década de 40. De que adianta morar na zona chique do Rio (cidade) se você não pode sair durante a noite porque pode ser sequestrado se aparentar ser de classe média baixa para cima, se para qualquer lado que você vá, sempre estará indo para uma favela. Até morando em bairros menos importantes e menos ricos, longe das integrantes de “Antônia” você ainda pode achar uma bala perdida.

E a cidade de nossa digníssima semi-ex-governadora? Alguém conhece campos, no norte do estado? Pois bem, eu como costumo passar lá quase uma vez por ano vou descreve-la aqui;

Seguindo a BR-101 do sul para o norte, ao meio e em linha reta temos a própria estrada, à direita temos um imenso descampado, a esquerda temos a linha férrea circulada por barracos abaixo do nível da estrada cobertos de lama até o telhado, essa é a entrada da cidade e se expande por + ou - 2Km, após isso temos uma cidade que podia se chamar “Madureira 2″ com excessão do rio que a corta, aquilo é a terceira sucursal do inferno na terra (a 1ª é Caxias e a 2ª é Pilares em dia de “São Cosme e Damião”)

Mas mesmo assim o voto cabresto funciona muito bem, e contra a ignorância do povo, que acha que só porque a “Florzinha” botou asfalto em 1/2 dúzia de ruas de chão batido ela é uma DEUSA e não percebem que isso é dever do estado! (Quanto governo, não quanto UF), ainda está para nascer alguém que solucione isso.

Falar de politica é realmente algo muito chato, e me falta vocabulário para poder explanar melhor minhas idéias, mas ver o Governo do Estado do Rio de Janeiro gastar mais do que gastou nos últimos dois anos em campanhas publicitárias para se despedir da população que os aprovou é o cúmulo!